23 setembro 2016

Forte a perder e tremendo a ganhar

O FC Porto deu a volta ao golo madrugador consentido ao Boavista e ainda na 1a parte pôs 2-1 no marcador com a naturalidade que já demonstrará em Vila do Conde. Tal como na 1a jornada, fora, não era de esperar tanta insegurança no Dragão com vantagem no marcador. A equipa encolhe-se, os jogadores perdem lucidez e não ligam entre si e os sectores em consequência, admitindo "partir" o jogo é dando esperanças ao adversário. Um frango, por fim, pôs a tranquilidade no marcador, quando a equipa jogou pior a ganhar. Em casa não era admissível, mas não há maturidade para mais. Já com o Copenhaga se viu tolherem-se movimentos e raciocínio, pelo que o processo de crescimento em curso irá prosseguir com o seu séquito de incertezas e algumas aflições.
Nesse âmbito, NES segue a linha da experimentação que a pré época com plantel indefinido não lhe permitiu. Manteve o 4x4x2, agora com Adrian Lopez na frente com André Silva, menos obrigado a sair da área como quando joga Depoitre. E é ali e assim que André Silva está melhor. Bisou e podia ter duplicado o seu pecúlio. Adrian Lopez fez bom jogo de apoio lateral mas continua débil a decidir e mostrar serviço da sua lavra para ser uma ameaça e ser titular indiscutível. Com Danilo de volta a trinco e Oliver no meio, Otávio e André André deram largura ao miolo, mas o português não garante profundidade. Um Boavista de linhas baixas convidava a toque, lateralizaçao e romper pela certa pelo interior, já que os laterais estiveram tapados. Otávio teve de ser, de novo, a gama de serviço: serviu o 1-1 e sofreu gp para 2-1.
A insegurança defensiva cresce com Marcano de regresso ao eixo e nas suas costas marcou Henrique com a facilidade e felicidade já vistas na época passada ao 1o remate do adversário. Outro sinal de falta de crescimento da equipa e de um central de eleição que falta.
Assim, a LC fica a servir para o melhor ou o pior. Segue-se Inglaterra onde o FC Porto nunca venceu. Se não é em Leicester agora...
Palavra, pela raridade ou mesmo total ineditismo, para a boa arbitragem de Nuno Almeida. O golo boavisteiro aceito no limite do fora de jogo. Um golo à Maicon na Luz a ver à luz das regras que se aconselham acopladas à lei numa matéria, análise e decisão sempre difíceis. Desde que o critério seja igual para todos, dar vantagem ao atacante tem de ser a regra é todos beneficiarem dela. Haveria menos polémica nestes lances.

18 setembro 2016

Dois pontos a voar com os papéis perdidos do Nuno

Dois passos atrás, um jeito firme de demonstrar como tudo foi feito em cima do joelho. Não se pode mudar meia equipa a não ser reconhecendo as más opções do jogo anterior. E alternar tanto o sistema de jogo não estabiliza uma equipa, denotando o treinador falta de convicção, com finalização desastrada a contribuir para perda de dois pontos. O FC Porto não foi feliz para vencer, no fim, onde o Benfica começou a ganhar com sorte. Mas a confusão é insegurança nas opções parecem já afectar equipa e treinador.
O 4x4x2 pareceu mais indicado em Tondela para um jogo ríspido e de combate como foi na 4a feira. O FC Porto esteve melhor, mas tantas alterações complicam numa altura em que a equipa não jogar fácil. André Silva falhou a vitória um par de vezes, ilustrando o seu pior jogo no FC Porto, mas Depoitre não foi o que se pretendia, por falta de qualidade, parecendo contagiar o jovem colega que, desastrado, não deu uma de jeito, nem em apoio lateral nem a finalizar.
O meio campo de 4a feira, inoperante, foi virado do avesso. Nem Danilo (entrou Rúben Neves), nem Herrera (André André), nem Oliver (recuou Otávio, o espanhol rendez-vous depois). Boly a ganhar minutos (por Marcano), Brahimi por Corona (entrou depois) e Depoitre a ponta - mas jogos fechados no Dragão são diferentes de jogos fechados fora).
Mas só na parte final, entrando Oliver, Corona e Adrian Lopez houve intensidade e a vitória esteve perto, porém também André Silva falhou por esgotamento, falta de lucidez e também falta de categoria, uma diferença notável para as opções dos rivais que já se vê na classificação.
Falta, por isso, um fio condutor a definir, com clareza, o futebol portista que dá vontade de perguntar que jogo joga o FC Porto?...
Com adversário sempre a morder, bater, literalmente os calcanhares dos portistas, o meio campo apetrechado justificou-se e o 4x4x2 também, mas a falta de profundidade e ligação aos dois pdl indicam que muito está por afinar. Comprova ainda o tempo perdido e a indefinição que marcou a pré época e ressalta, de novo, a impreparaçao e trapalhadas da SAD.
Acresce outra arbitragem suave a poupar imensos amarelos ao Tondela que entre antijogo, bater em tudo o que mexia e muita genica no seu jogo directo e físico com jovens de sangue na guelra confirmam que, mais uma vez, o FC Porto é muito macio para campos e trapaceiros tão agrestes. A primeira cacetada, em Otávio, era para amarelo, frente ao banco portista que nem esboçou protesto e essa passividade continua a folgar os árbitros e a pesar nas pernas dos jogadores. Uma dezena de faltas às pernas, além de placagens várias, não deram acção disciplinar nem tumultos do banco que nos rivais põem o jogo em polvorosa e arbitragens intimidadas.
Então não há de que se queixar. Filme já visto, antevendo-se o fim com o fracasso habitual.
Mais do mesmo.

15 setembro 2016

Europa desliga

Quando vemos:
- equipas tugas todas em casa com 1-1 e só uma a destoar (1-2) fora recebendo elogios por conta de todas as outras;
- o presidente do Sporting queixar-se de golo contrário em falta inexistente, diz ele, pedindo para se ver o filme do jogo, filme que não viu nem reviu no golo do Sporting de livre por falta inexistente sobre Slimani;
- o Man. United a jogar à 5ª feira na Liga Europa e a perder sem Mourinho se importar muito, mudando mais de meia equipa;
- o Inter perder em casa com uma equipa israelita e raramente presente na Europa.
- um Chelsea-Liverpool à 6ª feira na PL confirmando que nenhuma joga nas provas da UEFA.

Tá tudo doido. Menos Jorge Jesus, pior do que a falar portunhol só mesmo sendo expulso lá como cá... Isto é normal!

14 setembro 2016

Mau 11 e equipa deficiente em campo a lembrar o desastre com D. Kiev

Nuno já fracassou pelo Valência na LC da época passada e promete ir pelo mesmo caminho. O FC Porto fez 1-1 sem alma com o FC Copenhaga e começou muito mal a jogar num grupo fácil. Fez muito lembrar o desastre técnico-tactico frente ao D. Kiev que sentenciou a incompetência de Lopetegui.
O FC Porto jogou lento, lateralizado, equipa recuada, sem pressão, pouca gente à frente da linha da bola e nenhuma convicção de vencer. Uma lástima para NES que replicou o pior de Lopetegui: incapaz de arranhar o adversário, equipa macia, pouco ligada, facilmente manietada por opositor de processos simples. Até a marcar Felipe nas bolas paradas os dinamarqueses mostraram conhecer o futebol portista. O FC Porto não sabia com quem jogava nem como jogar. Eram as divididas perdidas, a segunda bola também, a equipa muito solta e desligada num regresso ao 4x3x3 inadequado face ao 4x4x2 contrário sempre em supremacia nórdica. Pior, a marca da entreajuda que já distinguia está equipa de NES não se viu, só no FCK. Fuck...
O meio campo foi frouxo, lento, preguiçoso e com Oliver em baixo contraste parecia que Herrera estava ali por favor a ganhar minutos como se fosse um treino. Saíram às pinguinhas os 3 piores, Herrera, Corona e até Otávio que fora o golo nada produziu.
Nuno meteu mal a equipa em campo, percebeu pouco do adversário e não corrigiu. Escolheu mal os jogadores e corrigiu tarde. A culpa deste fracasso é dele e estas falhas todas começam a revelar um padrão para vir a marcar a época, pressentindo-se o fracasso final. Mentalmente, fisicamente, estrategicamente foi um desastre. Seria mesmo se vencesse, algo que o FC Porto não justificou e o FCK não merecia.
Foi uma surpresa marcante para mim, com a insegurança do treinador que não revela saber se o que faz é por convicção, e desta vez pareceu não saber mesmo. Como Lopetegui com o D. Kiev. Um desastre.
Outra nota numa noite de assobios como era habitual e quando passam 4 jogos europeus sem ganhar em casa. Pouco público no Dragão indica, claramente, que os lugares anuais, com bónus da LC incluído, estão por baixo, ao nível que se adivinhava face à incompetente SAD. E este noite de futebol falhado não deixa de remeter para toda a porcaria acumulada no Dragão.
Nada acontece por acaso.

11 setembro 2016

O que fizeram ao FC Porto?

Lê-se e não se acredita na opinião do NES sobre o golo limpo de André Silva que o treinador diz ter sido bem anulado.

Com o decrépito presidente há anos a não acertar uma e a Comunicação do FC Porto inexistente, percebe-se como se chegou a isto, roça a não-existenci a, pior que o non-sense.
De ridículo em ridículo, com o decrépito presidente calado em sua sítio após o roubo de Alvalade para ir perorar contra o centralismo ao Marco de Canaveses, só o treinador a querer ser bonitinho também para os da capital.
O NES é néscio!
O FC Porto capitulou!

10 setembro 2016

Um golo anulado de forma infame

O FC Porto começou em 4x4x2 com Depoitre no meio e André Silva no apoio em movimentos laterais e de ruptura, no que já se perdeu na memória táctica do futebol portista. E à despeito disso, do 3-0 final e de um triunfo sem espinhas, resolvido com o 2-0 a abrir a 2a parte, o que fica é a memória mais fresca de golos anulados à moda de Bruno Paixão, como fez de forma infame Jorge ROUBA a André Silva que deixa de prosseguir o registo a marcar no Dragão.
Oliver empenhou a batuta e, claro, não se viu o passe errático de Herrera e a falta de coordenação no meio com André André a ver quem sobe ou quem fica.
O Jogo saiu fluido e confirmando que os árbitros tugas precisam ser maquiavélicos ao quadrado para atrasaram o FC Porto no marcador para permitirem que Arouca e Tondela ganhem com erros clamoroso em prejuízo do FC Porto.
Já se viu, em 3 ou 4 jornadas, que a Tónica disciplinar vai proteger jogadores de Lisboa, porque os árbitros têm de prestar contas na capital para progredirem nas carreiras, amiúde de aviário.
Se, como antevi aquando da sua contratação, Depoitre pode vir a ser sancionado no uso da sua corpulência, bastou um emaranhado de jogadores e ressaltos para anular um golo legalissimo a André Silva. Depoitre depois abriu de cabeça o espaço para Marcano inaugurar o marcador. Como se espera, o belga será útil nestes jogos e o primeiro golo será determinante até pela desfaçatez de poder ser anulado sem razão.
A degenerescência da arbitragem tuga tem de ser denunciada sempre. Os jogos já são viciados à partida. E isto não se inventa.

02 setembro 2016

O Antero saiu...

Alguém vai notar? Os comentários do dia vaguearam nos extremos. O costume. Mas o mais ridículo foi no Twitter eu encontrar o Luís Paixão Martins a lembrar o "homem da Comunicação",  quer dizer, o LPM que dá o nome à sua empresa de consultoria de comunicação. Uma empresa que foi noticiada como trabalhando para o FC Porto e depois negada pelo FC Porto, para Pinto da Costa vir dizer que ia trabalhar mas temeu perder clientes em Lisboa, o certo é que trabalhou em segredo e só anos mais tarde foi assumido ; agora, o braço direito do presidente que só dava uma entrevista por ano nas vitórias e forjou um projecto fracassado em Visão 611 virem lembrá-lo, não o gestor, fracassado, do plantel, mas o às da Comunicação só porque entrou no FC Porto pela revista Dragões nos anos 90, vou ali e já venho...
Se é por isso estejam descansados, o truculento Luís Gonçalves também se dava ares de importante em todas as áreas, incluindo a comunicação. Ridículo, se preocupados com a comunicação, estando lá encostado na misericórdia, perdão, no gabinete de Me®dia o Manuel Tavares... Eu fui avisando disso...
E uma história que contei sem nomes traz agora um dos protagonistas. Se acham que Jorge Pinto da Costa não manda nisto tudo, andam distraidos como deixam passar sem mais a saída de Antero que ainda em Abril ascendeu à administração. Isto não se inventa como o rumor da preponderância de Alexandre Pinto da Costa com quem Antero não se dava.
Mas se este é um mal, com Luis Gonçalves será melhor, ele que discutiu a murro nos corredores das Antas com Alexandre Pinto da Costa as comissões da contratação de um jogador banal, JA das iniciais que era avançado e acabou a central a carreira que nunca passou da equipa B depois de muitos empréstimos...
Depois de um mercado de transferências fraquinho após o fresquinho de inverno, até quando duraria a incompetência de Antero como sempre acusei?
Louros de títulos?  Ganhou algum? Só se for prémios, mas isso também eu...
Como sempre disse também, o cancro não é Alexandre, mas o decrépito presidente do FC Porto. Ah, e de comunicação estamos conversados, à espera do freteiro Magalhães para a lavagem de imagem do Jorge Nuno que tem menos um a segurar o periclitante pedestal. Algo que tentou equilibrar com NES para "apaziguar"  Jorge Mendes mas só por uns dias chegaram, de frete, Oliver e Diogo Jota, as coincidências acabaram e Pinto da Costa perdeu mais uma batalha rumo à insignificância.
Não vai mudar nada, nem as moscas.

31 agosto 2016

A selecção também não vende... nem o mercado de jogadores serve

Em 2014, foram 42 156 exemplares de média vendidos de Janeiro a Junho (semestre), quando o Benfica venceu as três competições domésticas. Ao Rascord, de nada serviu, pois conseguiu não vender sequer mais um exemplar do pasquim em comparação com 2013, quando o Benfica perdeu tudo e Jesus ajoelhou no Dragão, aos pés de Kelvin e Vítor Pereira mesmo com a colaboração do manco Liedson.
Na altura fiz o sumário da situação. A despeito do encobrimento das malfeitorias do Benfica no futebol tuga e mesmo com a selecção do Bentinho da treta abençoada pela Imprensa do regime para um desastroso caminho pantanoso no Brasil, o Rascord, ungindo e benzendo toda a porcaria lisbonense de volta aos tempos do regionalismo saloio em que quase sempre vegetou, perdia leitores e especialmente vendas. Um declive inclinado acentuado desde 2003, quando dos quase 92 mil diários de vendas chegou, 10 anos depois de chico-espertos terem avacalhado o jornal que lograra suplantar A Bolha, passou para exactamente metade, 46 mil em média, isto no ano todo.
Pois bem, comprovado que o Benfica não faz vender jornais, pois nenhum desportivo logrou subir as vendas ganhe ou perca o clube do regime que tem muitos adeptos mas tão rançosos e saloios quanto os jornaleiros e a pasquinagem em geral, verifica-se agora que nem a selecção melhorou o panorama. É certo que o milagroso título europeu só ocorreu em Julho, mas ao final de Junho já Portugal ia lançado para as meias-finais - e no semestre do ano o Rascord vendeu 37 480 panfletos, que conseguem diminuir dos 38 761 do período homólogo (Jan-Jun 2015). Pior, conseguiu em tempo de vacas gordas e títulos forjados pelo Benfica e com a Selecção em alta vender menos do que de Janeiro a Abril!
Os números, oficiais, da APCT, surgem hoje no CM, cujas vendas desceram para 97 mil em média depois de anos de ribombantes +100 mil. Mesmo assim, 60 em cada 100 compradores leva o CM para casa.

Ora, ou o pessoal não curte tanto os êxitos do futebol, preferindo as tricas e os parlapateiros que as tvs ampliam absurdamente, com as suas idiosincráticas editorias de produção de lixo televisivo e auditivo, ou os pasquins são cada vez mais para deitar ao lixo se chegam a ser comprados.

Veja-se o JN, do inefável Camões, o general prussiano que se bateu servilmente para Sócrates o nomear e trazer consigo a cáfila lisbonense que hoje domina o jornal símbolo do Porto em tempos e hoje decadente como a ideologia esquerdista que marca transversalmente a porcaria da Imprensa tuga mas no caso do diário de Gonçalo Cristóvão afundou de vez a sua credibilidade.

Hoje, o JN tem pouco mais de 42 mil exemplares de venda no semestre. Não tarda, consegue um dia ficar até abaixo do Rascord, algo que já aconteceu porque em tempos, alinhado na produção diária desde 1995, o jornal que era da Travessa dos Inglesinhos e hoje orbita as cercanias da Luz em vez da Lua, esse jornal superou A Bolha e vendia acima de 100 mil exemplares um ano inteiro.

No dia em que fecha o mercado de transferências e depois de mais uma jornada de campeonato com clássico onde a pasquinagem, entregue a amanuenses e polvilhada de comentadores face à imperícia técnica caseira para o domínio das coisas da bola, independentemente do que vier a comprar-se ou vender-se, temos que, à imagem do Sporting-Porto e de tantos clássicos dos últimos anos, não é com jogadores que se ganham jogos e campeonatos, mas "fazendo as coisas por outro lado".
O Benfica já as vem fazendo há muito e por isso passou a ganhar ante a decadência de Pinto da Costa que teve de ser o grunho do Carvalho a profetizar e, hoje, como se viu domingo, a ganhar. Não pelos jogadores, mas com arbitragem miserável de um internacional tuga promovido à maneira dos condes de Abranhos que pululam no circo lisbonense, como sempre (en)cantou o nobre e inimitável Eça de Queirós.

Entretenham-se, pois, com as pantominices do circo me(r)diático. Porque já nem o absurdo e patético silêncio do decrépito presidente do FC Porto estranha - ou faz vender jornais. Se calhar vendiam-se quando ele falava, o FC Porto era defendido e o respeito era infundido.

O tempore, o mores...

28 agosto 2016

FC Porto ganhou a época em Roma com arbitragem justa

Não sendo possível uma análise escorreita ao 2-1 com que o FC Porto saiu vergado, pela vergonhosa arbitragem lisbonense que justifica mais um limpinho, limpinho do grunho JJ , de Alvalade, importa referir algumas notas soltas.
O FC Porto está muito diferente para melhor em relação ao passado recente.
A pobre, empedernida e enraizada arbitragem tuga, ao invés, não mudou nada.
O FC Porto nunca poderia vencer esta tarde, porque do início ao fim o campo esteve inclinado, primeiro pelo árbitro Tiago Martins depois pelo auxiliar que na 2a parte empurrou o Sporting para a frente.
O FC Porto já logrou o essencial em Roma, acedendo à Champions. A nível doméstico continuará vedado aceder a títulos.
Com um árbitro decente como em Roma, o FC Porto não teria sofrido um golo em livre por falta simulada e outro com benefício de ajeitar a bola com o braço. E o Sporting acabaria, como a Roma, com 9 jogadores ou até menos, Slimani, Bruno César e mesmo Adrien seriam excluídos.
O crescimento do FC Porto não permite lutar com tamanha desigualdade de tratamento.
Resta apoiar esse crescimento de algumas formas:
Aplaudindo o jogo dinâmico que a equipa tem apresentado
Acreditando que a Europa dará esse impulso à confiança da equipa, ao invés do Sporting que sentirá falta de arbitragens amigas e benfazejas.
Recusar assinar a Sporttv cuja transmissão do jogo não desdenharia a Sporting tv, quer nos comentários quer na selecção de imagens mesmo fora do campo, vincando, como a arbitragem, qual a equipa da casa.
Resta saber se o FC Porto silenciarà mais este ROUBO, o primeiro da época a prometer muitos mais.
Se a equipa recobrou alma, a SAD tem de provar o seu crescimento se é capaz e ajudar a equipa que negligenciaou criminosamente nos últimos anos, num silêncio sepulcral contra tantas malfeitorias.
Se o novo hino da liga da época for para levar a sério, não se riam nem cantem se tal for pedido no Dragão. Que Pedro Proença julgue calar os dirigentes forjando falso marketing numa liga viciada impunemente, que cante sozinho. Mas pode ser que o servil e decrépito presidente portista aceite aderir à festa, com o seu séquito se amebas e mediocridade, curvando-se à capital como criticava o seu antecessor Américo de Sá.
Haveria muito mais a escalpelizaram a arbitragem horrorosa do que mérito no jogo pelas equipas. O tom disciplinar discriminatório, apesar de o energumeno habitual ter sido posto fora do campo (como se não tivesse influência, outra coisa tão avessa na UEFA), seria certamente resumido ao nem mostrar cartão, e seria vermelho, a Bruno César sobre Otávio, depois amarelar Danilo por empurrão a Bruno César e não punir Coates por falta idêntica sobre Danilo. Tudo em escassos minutos num longo filme de horrores culminado nos golos "ajeitados" ao Sporting.
O silêncio sobre tudo isto, mesmo a nível me®diatico, tem comparação com o criminoso encobrimento da acção governativa da geringonça. Por muito que se evoque o título europeu, ou o alegado cumprimento do défice (promessa)  e uma fantasmagorica, porque falsa, execução orçamental.
Mau sinal, entretanto, enquanto escrevo num café por smartphone, que Nuno Espírito Santo não comece por abordar a arbitragem e se deixe manipular pelas perguntas, anodinas e não inocentes, dos pés de microfone, servindo à SICK para um directo no seu falacioso folhetim informativo que também deixou cair a promessa de polémica dos Panamá Papers...
O tom é este é se o silêncio do FC Porto o acompanhar nada mais haverá a fazer. É jogar a Champions e fazer número em Portugal.

25 agosto 2016

Do osso romano às peras doces em cacho

Leicester, Brugge e Copenhaga, dificilmente o FC Porto poderia esperar melhor sorteio para a CL 2016-2017. Apanhando o inédito e inesperado campeão inglês, mesmo assim era a equipa mais acessível do Pote 1, à parte o Benfica que regulamentarmente não poderia sair aos dragões. E tudo com viagens relativamente curtas, o que é bom em calendários carregados e têm sido, ainda, um peso as longas viagens ao leste dos últimos anos.

Por exemplo, além do Nápoles, o Benfica apanha agora D. Kiev e Besiktas Istambul que o FC Porto tem encontrado nos últimos anos. É um fardo extra atendendo aos compromissos nacionais fazer viagens de mais de 4 e mesmo 5 horas. Vai certamente ser bonito ver a Luz receber de novo Quaresma como era hábito com o FC Porto... E se para lá seguir Aboubakar, a imagem do golo vitorioso do último clássico vai pairar sempre!

Já o Sporting não tem viagens longas, mas a mestria táctica de Jesus vai ser testada ao limite com equipas a quem nunca ganhou, como Real Madrid e Borússia Dortmund... sendo a maldição alemã premente em Alvalade e até um pesadelo com derrotas históricas.

Mas o Sporting, adversário no clássico de domingo, pode "acarditar" que com Jesus vai já lançado para a final... da Liga Europa. Não tem hipóteses com Madrid e Dortmund, não pode adormecer com os polacos do Legia Varsóvia.


Valeu a pena esfolar o osso romano no Play-Off para ter agora das peras mais doces na fase de grupos. Em minha opinião nunca teve o FC Porto um grupo tão acessível na Champions e tem, inclusive, a oportunidade de vencer pela primeira vez em Inglaterra, já que o Leicester não pode ser considerado papão nem sequer favorito a vencer o grupo. Não que o nível seja elevado neste quatuor, nem o FC Porto está ainda numa primeira linha de equipas a ter em conta na prova.

Três adversários de futebol directo e físico que vão bem com a nova forma de jogar do FC Porto. Que, de resto, tem bom histórico com belgas e dinamarqueses e com os ingleses pode quebrar então o tal tabu de nunca lá ter vencido. Com o Brugge, na Taça UEFA, o FC Porto já passou uma vez, no tempo de Cubillas, com 3-0 e 2-3. Leicester e Copenhaga (FCK) são novidades.

É com o Brugge, precisamente, que o FC Porto fará a dupla jornada que normalmente deita fora uma das equipas. E acabar com o campeão inglês em casa quando entra o carregado Dezembro para o Leicester é também uma benesse do calendário que permita uma visita do Copenhaga ao Dragão a abrir - uma jornada que o FC Porto nunca perdeu em casa e normalmente até ganha.

Igualmente importante é o encaixe dos jogos europeus com as provas domésticas. Após o clássico de domingo, o FC Porto só enfrenta o Benfica em Janeiro, pelo que pode fazer o grupo sem estorvos de maior, o que os rivais não poderão dizer entre si.

No resto, apesar das novidades Rostov (afastou Ajax) e Legia (repondo um clube polaco após 20 anos de ausência), não deixa de haver confrontos recentes: Mónaco-Leverkusen, Atlético vs. PSV e Bayern os quais eliminou na última época, Madrid-Dortmund, Barça-Celtic, mesmo Basileia-Ludogorets. E se Cristiano Ronaldo abre contra Rui Patrício no Madrid-Sporting, Pep Guardiola tem na visita ao Camp Nou uma prova de aço pelo City. Já Ancelotti no Bayern reencontra Simeone que lhe ganhava quase sempre na Liga espanhola mas teve na final de Lisboa a desforra quando o Real bateu o Atlético no prolongamento.